Foto: Sintep-MT

Sintep-MT não recuará na luta para assegurar direitos aos trabalhadores da educação

Sintep-MT

Para o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) ficou evidente o desinteresse do governo em implementar as medidas cobradas pela categoria. Após a reunião, que ocorreu nesta quinta-feira (21.05) na Casa Civil, a direção sindical debateu estratégias para avançar na luta, pois não consideram recuar.

O diálogo com o governo não avançou nos tópicos tratados: resolução para os contratos temporários; pagamento de auxílio durante o período de pandemia; e a suspensão da cobrança do aumento da alíquota previdenciária, enquanto a crise sanitária estiver impedindo a retomada das atividades.

Segundo o presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira, o posicionamento do governo vai contra o divulgado pela imprensa sobre o posicionamento do Ministério Público, no que se refere aos  contratos. “O que o governo apresentou é um paliativo, que não resolve o problema das famílias que estão há cinco meses sem salários. Entrega de cestas básicas aos profissionais o Sindicato tem feito, mas queremos solução para subsistência desses trabalhadores”, disse.

Quanto aos tópicos abordados, de assistência aos profissionais interinos, foram descartadas as duas propostas apresentadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso. O projeto original nº 365/2020, que antecipa a data dos contratos dos interinos da educação da rede estadual, foi justificado com o argumento de improbidade administrativa. E o substitutivo, de autoria do deputado governista, Wilson Santos, pagamento de auxílio no valor de R$ 1,1 mil para os professores, também. Conforme o presidente do Sintep/MT, foi apresentada a possibilidade de um novo tipo de assistência, mas recursos da Secretaria de Assistência Social.

O dirigente sindical, Gilmar Soares, que participou da reunião com o governo, manifestou a necessidade da categoria intensificar a pressão. Soares convoca a categoria a se manifestar pelas mídias sociais, no canal do governo, com o Ministério Público Estadual, os deputados e o Tribunal de Contas. “Há uma insensibilidade do governo, e precisamos continuar a pressão. Se isso não for feito, não sairá nada de forma imediata”, conclui.


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