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Sindojus-MT alinha soluções para categoria com diretor do Fórum de Várzea Grande

Sindojus-MT

A diretoria do Sindicato dos Oficiais de Justiça Avaliadores de Mato Grosso (Sindojus-MT) se reuniu na última quinta-feira (15), com o diretor do Fórum de Várzea Grande, Eduardo Calmon, para discutir os problemas da categoria, no município. A reunião foi online.

Segundo Calmon, os juris serão retomados no Fórum do município e todas as medidas de segurança para combater a Covid-19 serão tomadas. Inclusive, para os oficiais de Justiça, que irão atuar nos júris.

“Os júris serão realizados e nós vamos adotar todas as medidas necessárias para garantir o distanciamento dos jurados, o fornecimento de equipamento de proteção individual para cada um dos jurados, para cada um dos presentes, que por ventura desejam assistir, e para alguns profissionais que atuarão no júri, profissionais que envolvem tanto os servidores dos judiciários, aqui eu incluo oficiais, técnicos, juízes, como os servidores do Ministério Público Estadual (MPE), e eventuais advogados. Vamos realizar com ação de todas as medidas necessárias seguindo as orientações do Tribunal de Justiça e OMS”, explicou.

O Sindicato também reivindicou sobre o baixo número de oficiais em Várzea Grande e a sobrecarga de trabalho, devido o afastamento de alguns profissionais que estão no grupo de risco.

“Pessoal de Várzea Grande me procurou porque estão trabalhando com número reduzido, de 37 oficiais estão trabalhando com 10 e estavam cogitando fazer duas turmas de Tribunal de Júri, cada turma vão com dois oficiais”.

Segundo Calmon, ele falará sobre a devolução dos oficiais que estão cedidos para a comarca de Poconé.

“Hoje tem reunião e vou falar sobre devolver os oficiais que foram cedidos para a Comarca de Poconé, que já resolveria a situação da sobrecarga de trabalho para aqueles que estão atuando. Duas sessões de plenário do Júri, com dois oficiais cada um, acarreta uma quantidade imensa de mandados, acarreta uma sobrecarga de trabalho sobrenatural. Várzea Grande acaba ficando carente e há necessidade nossa agora, a partir de 29 de outubro se torna premente, precisamos de uma posição nos próximos 15 dias”.

“É uma situação que me preocupa bastante, digo por que a juíza de Poconé está em uma situação periclitante, todos os oficiais parece que estão em situação de risco, nós tivemos que ceder oficiais de Justiça de Várzea Grande atender a comarca de Poconé, porque é como eu digo, o Judiciário é como se fosse um polvo, nós temos vários braços, então não dá para dois braços funcionar, Cuiabá e Várzea Grande, e Poconé não funcionar. Temos que funcionar de uma maneira conjunta, harmônica. Eu acabei cedendo os oficiais, para que não ficasse prejudicado. Tornei a conversar com o presidente, porque essa situação autoriza a contratação temporária de pessoas para trabalharem como oficiais, o que não pode é escarnecer a comarca de VG, essa situação já se perdura por dois ou três meses, mas o presidente me assegurou que está estudando uma viabilidade jurídica para acertar os ponteiros da comarca de Poconé e devolver essa equipe, essa força de trabalho de Várzea Grande”, explicou.

O diretor garantiu ainda que o presidente do Sindojus, Jaime Osmar Rodrigues, tem um canal direto com ele e do carinho que ele tem pela profissão. “O nosso presidente do Sindojus sabe o quanto sou sensível a essa causa, os oficiais são verdadeiros heróis nas ruas, muitas vezes encontrando situações adversas nas ruas, mesmo assim não se furtam a realização do seu dever. Sei das dificuldades do trabalho, infelizmente nós estamos num cenário caótico do ponto de vista de saúde pública, muitos dos oficiais de VG estão na situação de risco, é uma situação bastante delicada, já antecipo que se desejarem retomarem a dificuldade, se o servidor realmente quiser voltar até porque ele sente falta do exercício, isso o nutre de esperança, o nutre do sentimento que ele esta realmente contribuindo com a sociedade mato-grossense se ele quiser, sem problema algum, estaremos juntos”.


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