Foto: Sinpol-MT

PJC abre novo inquérito para investigar “suposto atentado” contra presidente do Sinpol-MT

Sinpol-MT

A reclamação sobre o descaso das autoridades de Mato Grosso em apurar o caso envolvendo a presidente do Sindicatos dos Investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso (Sinpol-MT), Edleusa Mesquita, já produziu algum tipo de efeito. Em comunicado nesta terça-feira (24), a diretoria da Polícia Judiciária Civil anunciou a instauração de um novo procedimento investigativo.

“A Polícia Civil comunica que foi instaurado um novo procedimento investigativo, através da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), para dar continuidade aos fatos apurados no auto de prisão em flagrante lavrado na Central de Flagrantes da Capital, no dia 12 de novembro de 2020, quando cinco pessoas foram presas por formação de quadrilha ou bando, posse ilegal de arma de fogo, receptação e uso ilegítimo de uniforme ou distintivo”, traz trecho da nota.

O caso foi questionado em entrevista coletiva também nesta terça, em Cuiabá, pelo presidente da Confederação Brasileira de Policiais Civis (COBRACOL), Giancarlo Miranda, e pela presidente da Federação Interestadual dos Policiais Civis (FEIPOL), Marcilene Lucina. “Houve prevaricação”, diz, indignado, Giancarlo Miranda, questionando os motivos que levaram as autoridades da área da segurança pública do Estado a esperar quase duas semanas para iniciar uma investigação sobre o caso.

O flagra da reunião em que os acusados estariam discutindo detalhes da invasão do comitê eleitoral de Edleusa Mesquita, então candidata a vereadora, ocorreu dia 12 de novembro, quando três policiais militares e outras duas pessoas foram presos por um suposto plano de roubo. Há informações de que o plano envolveria a execução (assassinato) da líder sindical, bem com da Tesoureira do Sinpol, Déborah Aguiar.

Confira a nota da PJC:

NOTA POLÍCIA CIVIL – 24/11/2020

A Polícia Civil comunica que foi instaurado um novo procedimento investigativo, através da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), para dar continuidade aos fatos apurados no auto de prisão em flagrante lavrado na Central de Flagrantes da Capital, no dia 12 de novembro de 2020, quando cinco pessoas foram presas por formação de quadrilha ou bando, posse ilegal de arma de fogo, receptação e uso ilegítimo de uniforme ou distintivo.

Na noite de quinta-feira (1911), diretores da Diretoria da Polícia Civil receberam na sede da instituição uma investigadora que trouxe informalmente fatos relevantes que poderiam estar ligados ao inquérito instaurado sobre o caso e que poderia envolver um atentado contra policiais civis.

Em razão dos fatos informalmente comentados e por envolver situação em tese relevante, na manhã de segunda-feira (23.11), mesmo não havendo quaisquer formalizações até aquele momento das denúncias, a Diretoria-Geral encaminhou determinação à Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) para apuração de demais fatos novos, inclusive sugerindo a oitiva formal das servidoras.

A presidente do sindicato dos investigadores e a outra policial foram ouvidas na tarde de segunda-feira (23.11), na GCCO. As investigações estão na fase inicial e não há detalhes a serem passados no momento, para não atrapalhar o andamento dos trabalhos.

Coletiva

Lideranças nacionais da Polícia Civil defederam uma investigação rigorosa sobre o suposto plano de atentado de execução contra a candidata a vereadora por Cuiabá nas eleições, investigadora e presidente do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso (Sinpol-MT), Edleusa Mesquita.

A possível trama para matá-la teria sido organizada por três policiais militares e outros dois homens. Um sexto componente do grupo teria delatado o plano. Para o presidente da Confederação Brasileira de Policiais Civis (COBRACOL), Giancarlo Miranda, as autoridades públicas prevaricaram, ou seja, não tomaram as devidas providências necessárias. “Houve prevaricação”, disse, indignado, Giancarlo Miranda, questionando os motivos que levaram as autoridades da área da segurança pública do Estado a esperar quase duas semanas para iniciar uma investigação sobre o caso.

A presidente da Federação Interestadual dos Policiais Civis da Região Centro Oeste (Feipol/CON), Marcilene Lucena, demonstrou preocupação em deixar um fato dessa gravidade sem respostas, sem ficar claro quem foi o mandante e quem praticou o crime, e ainda o real objetivo da ação contra Edleuza. “Brasil é o país que mais mata policiais e, (nessas eleições), a cada 3 dias morreu um candidato”. Ela afirmou ainda que, neste contexto, mulheres correm um risco a mais.

Segundo Edleuza Mesquita, a investigação deveria ser feita pela GCCO (Gerência de Combate ao Crime Organizado). “Existe uma portaria, de número 40 de 2010 da PC, que diz que, quando a vítima é policial, a Gerência é que tem que apurar e tivemos a informação de que não se tratava de crime contra investigador e sim crime político, mas não tem nada concluso sobre isso”.

De acordo ainda com ela, a Corregedoria-Geral da Polícia também foi procurada, pedindo que acompanhasse o caso, porque envolve policiais militares.

Participaram da coletiva André Gutierrez, que é presidente da Confederação Brasileira dos Policiais Civis (Cobrapol); Giancarlo Miranda, vice-presidente da Cobrapol; e Marcilene Lucena, presidente da Federação Interestadual dos Policiais Civis da Região Centro Oeste (Feipol/CON).


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