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MT pode se beneficiar com bloqueio dos EUA nos produtos de algodão da China

Da Redação

No início de janeiro, o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) divulgou a primeira estimativa do custo de produção para o algodão 21/22 em Mato Grosso. O principal destaque da projeção está no avanço de 33,50% no custo operacional efetivo (COE) em relação à safra 20/21 – estimado em R$ 11.619,67/ha. Essa alta está atrelada, principalmente, ao aumento do preço do caroço de algodão, que impactou diretamente no custo com beneficiamento da produção – subproduto utilizado como forma de pagamento por muitos produtores.

Além disso, com a valorização da moeda norte-americana em 2020 os insumos cotados em dólar, como semente de algodão (+17,03%), defensivos (+14,27) e macronutrientes (+8,55%), ficaram mais caros no bolso do agricultor do estado.

Por fim, o ponto de equilíbrio para safra avançou 27,69% em relação à safra 20/21 e para que o produtor consiga cobrir seu COE é necessário que venda a pluma a um preço médio de R$ 99,71/@.

• Em mais uma semana de alta, o indicador Imea-MT cresceu 3,06% em relação à semana passada, ficando cotado a um preço médio de R$ 141,42/@.

• Diante das altas nas cotações da pluma na bolsa de NY e a alta do basis, as paridades de exportação avançaram 2,93% e 2,75% para os contratos de jul/21 e dez/21, ficando cotadas a R$ 144,49/@ e R$ 136,68/@, respectivamente.

• Os subprodutos do algodão em MT aumentaram na última semana, com variações de 8,22%, 6,60% e 5,70%, com isso, o caroço, a torta e o óleo ficaram cotados a R$ 1.349,79/t, R$ 1.390,17/t e R$ 5.566,41/t, respectivamente.

• Na última sexta-feira (22) a semeadura do algodão em Mato Grosso alcançou 16,09% da área prevista, acréscimo de 6,82 p.p. em relação à semana passada.

China

As exportações da pluma brasileira alcançaram 2,13 milhões de t em 2020, um acréscimo de 31,71% em relação a 2019. O principal comprador da fibra nacional foi a China, que adquiriu durante o ano um acumulado de 658,70 mil t (156,97 mil t a mais que no ano passado).

Apesar do aumento nos envios, o Brasil só participou com 30,64% do volume total consumido pela China no ano, enquanto os EUA – maior exportador de algodão mundial – foi responsável por 55,97% da demanda. A grande participação dos EUA no mercado asiático está atrelada ao acordo comercial realizado no início do ano entre as duas potências.

Por fim, para 2021 o cenário poderá ser um pouco diferente devido ao anúncio do governo dos EUA que irá bloquear a entrada de produtos feitos com algodão produzido na região de Xinjiang, o que pode refletir em nova retaliação, principalmente o não cumprimento da segunda fase do acordo comercial – beneficiando outros países, como o Brasil.

Fonte: Imea


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