Foto: Luiz Alves

Mesa da Boemia homenageia grandes figuras da história da Capital

Da Redação

Já pensou poder sentar em uma mesa com Zelito Bicudo e Ditinho Cigano? Ou quem sabe se imaginar em um bate-papo sobre política, economia, esportes, cultura e o cotidiano cuiabano com Ramis Bucair e o inesquecível poeta Silva Freire? E que tal tirar uma foto para postar nas redes sociais com Renato Arruda Pimenta, como grandes amigos? Todas essas sensações podem ser sentidas a partir de agora com entrega da Mesa da Intelectualidade Cuiabana, popularmente chamada de Mesa da Boemia.

O monumento foi inaugurado simbólicamente nesta segunda-feira (25), pelo prefeito Emanuel Pinheiro, na esquina do tradicional Restaurante Choppão. Feita pelas mãos dos artistas Fred Fogaça e Jânio Borges, é uma forma de contar um pouco da história, homenagear importantes figuras, e representa as tradicionais rodas de conversa promovidas nas intensas noites cuiabanas por esses e outros tantos personagens que deixaram sua marca nos 301 anos da Capital.

“É uma tradição histórica de Cuiabá, mas especialmente nas décadas passadas, esses grandes cidadãos comuns se uniam a grandes intelectuais e escolhiam pontos da nossa cidade para debater política, economia, acontecimentos de todas as áreas. Essas pessoas eternizaram a glamorosa noite cuiabana, a melhor vida noturna do país. Para que isso também seja eternizado nos corações dos cuiabanos estamos prestando essa homenagem, na figura desses cincos personagens”, explica o prefeito.

O Chefe do Executivo municipal destacou que a história de Cuiabá é extremamente rica de grandes nomes em todas as áreas e, por conta disso, escolheu cinco para representar todos eles. Segundo ele, a homenagem se estende às milhares de pessoas e famílias, que perpetuaram e imortalizaram o modo de ser intenso, boêmio, alegre e mais irreverente do Brasil, que é o ser cuiabano.

“Claro que seria impossível colocar nesse monumento todos os grandes nomes que passaram por nossa cidade. Em uma época em que não existia internet, não existia Google, esses e outros desbravadores do conhecimento ajudavam a construir essa belíssima cidade que temos hoje. Como dizia Alves de Oliveira: a cidade vive dos que vivem nela. Então, o que seria de nós sem a presença marcante de todas essas pessoas”, pontuou.

O artista plástico Fred Fogaça, que é parceiro do Município em diversos projetos que valorizam a cultura cuiabana, relatou que a maior preocupação durante a criação foi a de conseguir passar para o público todas as expressões e descontração de cada um dos homenageados.

“Foram mais de 90 dias trabalhando de forma intensa para conseguir fazer o movimento da peça, a gesticulação, para mostra uma peça viva. Precisávamos passar para o público essa sensação de que os personagens estão à vontade, conversando de forma descontraída. Não podíamos fazer algo estático. Para isso, tivemos que estudar todas as manias de cada um, a gesticulação, as expressões”, explicou.

A inauguração da Mesa da Intelectualidade Cuiabana também foi acompanhada pelo vice-prefeito José Roberto Stopa, pelo diretor-geral da Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpub), Vanderlúcio Rodrigues, e pelo diretor-técnico da Limpurb, Anderson Matos.

Renato Arruda Pimenta: Jurista, criminalista e professor de Direito Constitucional, foi gerente do Banco da Amazônia e maior advogado criminalista da sua época. Faleceu em 18 de março de 1991, aos 70 anos, deixando sua marca na história de Cuiabá.

José Paes Bicudo: Nasceu em 1922, advogado, professor, procurador de Justiça, compositor, poeta e escritor. Incitava o amor, a criatividade em todas as formas e acreditava que abrir as portas para novos universos não só era possível, mas necessário.  Faleceu em 2000, deixando canções em Cuiabá, cidade que tanto amou.

Ramis Bucair: Nasceu em 13 de junho de 1933. Engenheiro e membro do Instituto de Arqueologia Brasileiro e é considerado por muitos estudiosos como o sucessor de Marechal Rondon. Refez a linha telegráfica de Barra do Bugres a Vilhena (RO). Descobridor de centenas de caverna em Mato Grosso, um dos maiores agrimensores do Brasil. Faleceu em 20 de dezembro de 2011, deixando um legado a todos que com ele conviviam e conheciam sua história.

Benedito Moreira de Moura (Ditinho Cigano): Cuiabano, nasceu em abril de 1946, e criado no tradicional bairro do Porto. Foi corretor de imóveis pioneiro em Cuiabá e pai de três filhos. Apaixonado por Cuiabá e boêmio de carteirinha e faleceu em março de 2015.

Benedito Santana da Silva Freire (Silva Freire): Nasceu em 20 de setembro de 1928, em Porto de Fora, vila próxima ao Distrito de Mimoso e de Santo Antônio de Leverger. Foi um brilhante advogado, professor e um dos mais conceituados poetas mato-grossense. Faleceu em 11 de agosto de 1991, deixando um legado de amor pela Capital.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá


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