Foto: Sinpol-MT

“Crianças e adolescentes sofrem abusos da maneira mais covarde”, alerta Sinpol-MT

Sinpol-MT

O Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil de Mato Grosso (Sinpol-MT) divulgou nota lembrando que esta última segunda-feira (18) foi o Dia Nacional de Combate ao Abuso Sexual de Crianças e Adolescentes. Em Mato Grosso, segundo dados da Superintendência do Observatório da Violência, da Secretaria Estadual de Segurança Pública, entre janeiro de 2019 e abril de 2020 houve uma redução do número de denúncias envolvendo crimes como estupro de vulnerável (-19%) e assédio sexual (-42%), apesar de um aumento nos casos de estupro (+14%).

“Estes números podem estar totalmente comprometidos por subnotificações. Servem apenas de norte”, avalia a presidente do Sinpol-MT, Edleusa Mesquita.

“Estamos vivendo um momento em que a família está entrando em falência, principalmente quando dentro do ambiente familiar, que é onde mais deveríamos nos sentir protegidos, crianças e adolescentes sofrem abusos de maneira mais covarde e desumana. Não podemos nos silenciar diante de tanta violência acontecendo. Trabalhar em conjunto com a escola e o conselho tutelar é ter bom senso de que ninguém trabalha sozinho. A Segurança Pública precisa estar alinhada com outros segmentos para ações de conscientização da sociedade”, disse a presidente do Sindicato.

O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking de países com maior número de ocorrências de exploração sexual infantil, somando cerca de 500 mil casos somente em 2018, ano da última investigação da Organização Internacional Freedom Fund.

Já, segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, do Governo Federal, na maioria dos casos denunciados em 2019, a violência foi praticada por pessoas da família ou próximas à família, pelo padrasto ou madrasta (39,46%), pelo pai (18,45%) ou pelos avós da vítima (3,43%). Ainda de acordo com o levantamento, as vítimas têm em sua maioria de 4 a 11 anos (42,07%).

Como denunciar

Polícia Civil: basta ir à delegacia mais próxima ou repassar a informação por telefone.

É possível utilizar o Disque Denúncia: discando 181.

E o Disque 100: também recebe denúncias sobre violência contra crianças e adolescentes em todo o país.


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