Foto: Assessoria

Comunidade de escola estadual do Parque Cuiabá se mobiliza para evitar fechamento

Da Redação

A Escola Estadual Salim Felício, no bairro Parque Cuiabá, na capital, é uma das que já foram comunicadas de que serão fechadas. Porém, até o momento, houve apenas comunicação verbal da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) sobre o fechamento da escola, sem qualquer informação oficial ou documento tratando sobre como ficará a situação da escola e dos 578 alunos, além dos professores e trabalhadores da unidade. A comunidade escolar demonstra preocupação com a notícia passada informalmente pela Seduc e se mobiliza para evitar que a escola feche as portas.

“A Seduc falou que mandou um e-mail nos informando sobre o fechamento da escola. Mas já vasculhamos nosso e-mail e não existe e-mail nenhum sobre isso. Informalmente, já ficamos sabendo que nossas turmas serão distribuídas entre três escolas. Mas não temos nada oficial. Estamos preocupados, sem saber como proceder”, disse a diretora Diva Maria Kleber.

As informações recebidas pela equipe da escola são de que os estudantes serão remanejados para as escolas Heliodoro Capistrano, que também fica no Parque Cuiabá; Rubens de Mendonça, localizada a 3,6 km da Salim Felicio, na Cohab São Gonçalo; e Alice Fontes Pinheiro, que fica a 4,7 km da Salim Felício, no Jardim Nossa Senhora Aparecida.

Sharlene Vortmann, mãe de aluno e também ex-aluna da escola, demonstrou preocupação com a mudança. “Como eu vou mandar meu filho de 12 anos ir de ônibus para outro bairro que eu nem conheço? E com risco de vida, pois precisa atravessar a rodovia, que é muito movimentada. Ele saiu da escola municipal no ano passado e começou a estudar na Salim Felicio neste ano. E aí veio a pandemia. E agora ele vai ter que mudar de novo?”, questionou.

O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) visitou a escola e se reuniu com professores e pais de alunos nesta sexta-feira (27). “A Salim Felicio está no limbo. A direção da escola não foi comunicada oficialmente do fechamento, mas tem a informação não oficial de como será a movimentação dos alunos. E não houve qualquer diálogo da Seduc com a direção ou a comunidade escolar sobre o destino da escola. Isso não é produto do acaso, é resultado da forma como a educação pública vem sendo gerida pelo governo de Mato Grosso”, disse Lúdio.

A escola funciona no mesmo prédio desde 1982, e foi estadualizada em 1998. A Salim Felicio é inclusiva e atende 16 alunos especiais com diversos tipos de deficiência: paralisia cerebral, síndrome de down, surdez, entre outros. Quadros pintados por esses estudantes especiais são exibidos em diversas salas e corredores. Diva se orgulha também da biblioteca. “Temos 5 mil livros. É o maior acervo da região.”

Professores, trabalhadores, estudantes e pais convivem há algum tempo com a insegurança sobre o futuro da escola. No fim do ano passado, eles foram informados pela Seduc que o ganhariam um novo prédio, já que o atual é alugado, e a escola se tornaria cívico-militar. Porém, o projeto ainda não saiu do papel. E menos de um ano depois, houve a reviravolta e a escola recebeu a notícia extra-oficial de que seria fechada. Agora, a comunidade se mobiliza para manter a escola aberta.

Fonte: Assessoria


O que achou desta matéria? Dê sua nota!:

0 votes, 0 avg. rating

Deixe um comentário