Foto: Sintep-MT

Carreata da educação recusa o projeto do governo Mauro Mendes

Sintep-MT

Mais de 300 veículos participaram da carreata estadual em defesa da Educação Pública na manhã desta terça-feira (15.09), em Cuiabá. O ato chamado pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT), para todo o estado, reafirmou a insatisfação dos profissionais da educação da rede estadual, com as políticas do governo Mauro Mendes. Cobrou o fim do arrocho salarial, com o atraso no pagamento da Lei 510/12 e Revisão Geral Anual; fez a defesa das eleições de gestores escolares (Gestão Democrática); fim do confisco salarial dos aposentados (cobrança de alíquota previdenciária de 14%); e disse não à Reforma Administrativa Federal.

A mobilização deu uma característica nova para os atos do Sintep/MT, devido a pandemia. Em comboio, com apoio da Polícia Militar, seguiram o caminhão de som a partir da Praça Ulisses Guimarães (em frente ao Shopping Pantanal) com buzinaço,  percorreu o Centro Político e Administrativo do estado, passando pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Palácio Paiaguás, Secretaria de Estado de Educação e, finalizando, na Secretaria de Fazenda, órgão gerenciador das políticas econômicas do governo.

O presidente do Sintep/MT, Valdeir Pereira, destacou em sua fala que a mobilização deste 15 de setembro é uma ação estratégica para defender os direitos e fazer com que o governo respeite as conquistas dos trabalhadores da educação. “Sabemos do limite da pandemia, em outro momento certamente estaríamos ainda mais mobilizados e quem sabe, numa segunda greve. Não vamos descansar com esse governo que defende a destruição dos serviços públicos, e apoia medidas que retrocedem as conquistas dos servidores, anteriores a constituição de 1988”.

Para o professor Antônio Carlos Amorim, de Barão de Melgaço, a correção salarial é um direito. Os dois anos sem a recomposição salarial, RGA mais Lei da Dobra do Poder de Compra, faz os trabalhadores da educação sentirem no bolso a defasagem salarial. “Tudo elevou de preço nesse período, e nosso salário só aumenta as perdas”, disse.

Profissional da rede municipal de Primavera do Leste, Gilvane Reiter participou da carreata para fortalecer as lutas do Sintep/MT contra o desmonte do serviço público e em defesa da carreira da educação. “Sou professora na rede municipal e vivenciamos a defasagem do nosso salário frente a rede estadual. Estou na lista de classificados do estado e aguardando que o governo Mauro Mendes faça as convocações”, destacou.

Vigilante na escola da rede estadual, Zenil Silva, participou do ato contra o achatamento salarial e em defesa da carreira dos profissionais da educação. As políticas anunciadas pelo governo, de implementação de segurança eletrônica revelam mais um braço do desmonte, que leva a crer no desaparecimento da função do vigilante escolar.  “O retrocesso está evidente nas maldades do governador”, destacou Zenil. Segundo ele, foram tantas lutas para a conquista dos profissionais da educação e agora estão ameaçadas.

Citando o retrocesso recorrente no governo, o presidente da CUT-MT e dirigente do Sintep/MT, Henrique Lopes, chamou de covardes os comportamentos dos governos que estão unificados pela derrubada dos servidores públicos. Mas destacou que unidos os trabalhadores farão a defesa da escola pública e dos serviços, tônica da luta sindical.  Aproveitou para anunciar nova carreata, desta vez, nacional, para 30 de setembro.


O que achou desta matéria? Dê sua nota!:

0 votes, 0 avg. rating

Deixe um comentário